Limpeza de cabine de pintura

Limpeza de cabine de pintura

O Único processo de limpeza de cabines que garante economia de tempo e dinheiro. O sistema HCL consiste num avançado tratamento utilizando produtos que promovem a flotação da borra, tanto em sistemas base solvente como base água.

O sistema de separação contínuo de borra é constituído por:

  1. Sistema de direcionamento: A borra flotada na superfície do tanque de recirculação é direcionada para um ponto de captação por uma rede hidráulica de amplificadores de fluxo (eductors) dispostos logo abaixo da superfície da água. A rede é alimentada por uma bomba auto-escorvante que capta a água num ponto de baixa concentração de borra.
  2. Sistema de captação: Um funil, com ajuste de nível, posicionado no ponto de concentração da borra, alimenta uma bomba auto-escorvante que envia a água com borra dispersa para o sistema de separação.
  3. Sistema de separação: A água com borra entra num separador inercial, em forma de cone invertido, que acumula a borra na superfície e retorna a água limpa para o tanque de recirculação. Uma régua de raspagem temporizada conduz a borra sobrenadante para um vertedouro.
  4. Sistema de acumulação: a borra vertida é acumulada num saco permeável (ráfia como padrão) fixado num carrinho móvel. A água que escorre do saco é enviada de volta ao tanque de recirculação. A borra removida só tem a água absorvida tendo consistência sólida.

Os sistemas de separação contínuos de borra são dispostos de 03 processos independentes e interligados.

  1. A movimentação da borra – (Circulação) – O conjunto bomba-tubulação que direciona a borra para o captador do Hydroclean.
  2. O equipamento – (Flotador) – A máquina que capta a borra pelo bocal de sucção , separa, envia para o saco de ráfia; devolve a água limpa à cabine.
  3. O produto químico – (Floculante) – Produto(s) químico(s) que permite que a borra fique não aderente e flote na superfície;
 

1) A MOVIMENTAÇÃO DA BORRA (Circulação)

  1. A borra que se acumula na superfície deve ser concentrada junto a um ou mais pontos de captação onde por transbordo a água carrega a borra num funil de captação. Para atingir esse objetivo é preciso entender quais as forças que atuam sobre a borra flutuante.

Para promover a movimentação da água usa-se normalmente um conjunto de jatos de água amplificado por dispositivos do tipo venturi, denominados “eductors”. Estes dispositivos multiplicam o fluxo até 5 vezes. Uma bomba utiliza a água da cabina em circuito fechado para essa finalidade. Como a movimentação da borra se dá junto à superfície os “eductors” são instalados a cerca de 150 mm de profundidade.

Neste ponto vale ressaltar de que embora o conceito de condução da borra esteja bem estabelecido, em projetos não pré testados sempre passaremos por um processo interativo de erro / acerto. É importante que o cliente disponha de um responsável pelo processo e que da observação contínua e de mão dos conceitos apresentados, promova os ajustes que permitam a evolução contínua do processo para um ajuste otimizado.

Apresentamos a seguir algumas soluções típicas para cabinas mais comuns:

O efeito de movimento circular

Promove-se um movimento circular e num ponto periférico instala-se o funil de captação com uma barreira superficial que retenha e direcione a borra mas deixe passar por baixo a água. O efeito circular tende a promover uma precipitação de material sólido no centro do tanque, cuja solução é a instalação de um bico aerador instalado no fundo na direção do centro. Este sistema funciona bem para tanques de alto volume e baixa velocidade de ar junto à superfície da água.

Empurrando o fundo

A superfície do fundo da cabina é empurrada para um dos cantos onde instala – se o funil de captação. A água irá retornar pela parte mais funda sem necessidade de “eductors” adicionais na parte mais profunda. Esta é uma boa solução para cabinas com velocidade de ar muito alta junto à superfície e frente do tanque reduzida.

O tipo corredor traseiro

Nesse tipo de cabina há um fluxo natural criado pela bomba de circulação que puxa água de um tanque auxiliar traseiro com telas de retenção. O funil de captação, junto com uma barreira de superfície, são instalados antes da primeira tela e a conexão entre os tanques deve permitir a passagem da borra pela superfície da água. Um canal com cobertura é instalado junto à passagem entre os tanques para evitar turbulência na borra encaminhada para a abertura. Dependendo da velocidade do ar junto à superfície pode-se adotar o conceito de circulação ou o de empurrar sob a cortina.

2) O EQUIPAMENTO (Flotador)

O funil de captação

O funil de captação foi especialmente projetado para essa finalidade. Para permitir uma variação discreta de nível na cabina o dispositivo é dotado de uma rampa com bóia que mantém uma vertente com uma variação de nível de X ± 50 mm no tanque da cabina.

O funil deve ser posicionado no ponto de maior concentração de borra.

O flotador

O flotador é constituído por tanque com forma de funil com a superfície horizontal superior expandida e de um raspador para remoção e disposição da borra.

A água rica em borra, vertida no funil, é injetada com aeração na parte baixa do funil. A borra flotada se acumula na superfície. Um raspador pneumático conjugado com um acumulador empurra a borra para a borda estendida que verte para um recipiente inferior. Um temporizador regula o espaço de tempo entre as raspagens

A água separada da borra é recolhida da parte central do flotador e transborda por uma vertente onde uma régua superior regulável ajusta o nível da água no funil. Variações consideráveis da vazão da água injetada poderão ocasionar que o alcance de ajuste da régua de transbordo seja ultrapassado. Neste caso uma regulagem do nível da base do equipamento irá equacionar o problema.

A percolação

A borra é vertida num saco permeável (ráfia como padrão). A boca do saco é fixada numa caixa apropriada para acumular a água escorrida (filtrada) no fundo, de onde é retornada à cabina por um tubo conectado à sucção da bomba de circulação, promovendo também sucção de ar necessário à captação.

3) O PRODUTO QUÍMICO – (Floculante)

O floculante utilizado deve ser apropriado para o processo, ou seja, deverá promover uma borra solta, não pegajosa e passível de ser flotada. Também deve-se utilizar o produto adequado para a tinta em uso.

É importante que o produto seja adicionado num ponto propício à sua dispersão na água. Aconselhamos que a adição seja feita na sucção da bomba de movimentação da borra ou na sucção da bomba da cortina.